Leopoldo JereissatiFala Man

9 mai 2025 · 2 min de leitura · Jornal da Cidade

A Bênção, Mãe

Sua mãe está viva? E viva no seu coração?

Uma vez escutei que a saudade é boa porque faz o pensamento visitar, várias vezes ao dia, aquela pessoa que amamos e sentimos falta. Também é verdade que você já ouviu por aí:

“- Aproveite sua mãe enquanto está viva” ou “- Ah, eu deveria ter dado mais valor, ter visitado mais, ter convivido mais…”

Com o celular, ficou ainda mais fácil matar a saudade em versão multimídia. Mas atenção: não deixe que o arrependimento — que ainda nem bateu no seu peito — chegue. Tome coragem. Liga pra ela, pega o carro e vai. Quebre toda a lógica que fez vocês se afastarem, que dificulte essa logística por qualquer motivo e mande um: “-Alô, mãe!” - ao vivo, na frente dela.

Às vezes, é só isso. Um alô — e tudo pode mudar.

Datas especiais não são só comerciais. São convites pra gente concentrar a atenção em alguém que, por alguma razão, foi ficando para trás, mas que nunca saiu do nosso coração.

Eu e minha mãe nos reaproximamos desde que meus filhos nasceram. Reaprendemos a nos amar, a cuidar um do outro. Eu cuido dela, ela cuida deles. Pequenos, eles dão bastante trabalho para mim e para a minha mulher (uma super mãe) mas pra ela… pra ela é só alegria, pipoca, pão de queijo e pirulito... Essa loucura de ser avó.

Ser Avó é "salpicar com pó de estrela a vida dos netos" - Alex Haley ... e é inversamente proporcional a manter a rotina estabelecida pelos pais...

Falando nisso, minha avó está quase com 98 anos: Dona Ilda. Ela tem 60 anos a mais do que eu, que já tenho quase 40. "Bênça, vó!" - Quantas alegrias a senhora nos deu e quantos "Uuuuhh!", com os punhos em riste, escutamos e tememos quando tiramos sua paciência.

A bênção, mães.

Um feliz dia, bem pertinho dos seus.

Publicada no Jornal da Cidade de Holambra, edição 1546 — 09/05/2025, p. 2. Ver a edição (PDF).