Numa folha qualquer…
…eu escrevo um sol amarelo
Tem um trecho lindo dessa letra do Toquinho que diz:
“E o futuro é uma astronave | Que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade | Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença, muda a nossa vida | E depois convida a rir ou a chorar”
É um pensamento tão singelo e profundo ao mesmo tempo. Por mais que a gente tente viver o presente estamos a todo momento buscando controlar o incontrolável, tomamos como verdade uma série de coisas efêmeras que mal percebemos como a nossa saúde, o poder caminhar, poder respirar, poder escutar, ver, conversar, compreender, falar…
De repente, aquela pessoa que esteve com você por tantos anos já não mais está aqui. Sem piedade a vida levou a vida desta e daquela outra. A mesma vida que trouxe alguns que deram mais sentido à nossa própria. Tá aí portanto o convite à rir ou a chorar, o nascimento e a morte, a chegada do bebê e a partida da vovó.
“Numa folha qualquer” é sobre a minha vida e a sua que ele se refere na canção. Uma vida qualquer que depende do que eu e você desejarmos desenhar todo dia; a cada instante.
Publicada no Jornal da Cidade de Holambra, edição 1492 — 12/04/2024, p. 2. Ver a edição (PDF). Publicada originalmente no Medium. Ver no Medium.
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