Leopoldo JereissatiFala Man

28 nov 2025 · 1 min de leitura · Jornal da Cidade

O Presépio e o Alpiste

Todo ano, no Natal, minha mãe monta o presépio em cima do piano da casa dela.

São vários bonequinhos bordados em lã, imóveis, à espera da chegada do Menino Jesus.

Mas este ano algo mudou. De repente, ela se lembrou de uma tradição esquecida: quando eram pequenas, meu avô plantava alpiste em uma cama de terra para criar o matinho onde o presépio descansava.

E o que está sendo incrível?

  1. Minha mãe, minha tia e minhas primas revivendo lembranças deliciosas da infância, como se alguém tivesse apertado play em uma memória adormecida.

  2. Ela, eu e seus netos, juntos, literalmente com as mãos na terra, plantando e regando. Uma coreografia simples, mas cheia de afeto.

  3. O filme se repetindo, só que agora em outra geração. Aquilo que era só lembrança dela, agora também é nossa.

  4. Ver o alpiste crescendo tão rápido, a natureza se revelando diante dos nossos olhos a cada novo dia, como se o Natal nos lembrasse que a vida insiste em brotar.

Talvez a gente tenha exagerado na quantidade este ano. Talvez o piano esteja mais para floresta amazônica do que para Belém. Mas que está divertidíssimo, isso está.

Porque, no fim das contas, o Natal é isso: tempo de semear. Tempo de cura. De perdão. É o coração passando na frente da razão e ganhando.

Se você ainda não entrou nessa #trend, aproveita: ainda dá tempo de plantar alguma coisa. Mesmo que seja uma lembrança.

Se plantar com a sua família, manda foto aqui para o Jornal! Se Holambra é a potência em flores, mal posso imaginar o que farão por aí =)

Publicada no Jornal da Cidade de Holambra, edição 1575 — 28/11/2025, p. 2. Ver a edição (PDF).