Ver para Crer
Lendo The Beginning of Infinity, do David Deutsch, ali na varanda de casa, entendi uma coisa bonita: os instrumentos que criamos — telescópios, computadores, sensores — não são truques para enganar os sentidos. São janelas para enxergar o que é real.
É como mágica ao contrário. Não criamos ilusões — criamos formas de revelar verdades que estavam escondidas. Reorganizamos areia, minério e chip, e de repente vemos galáxias, partículas, estruturas invisíveis a olho nu. E o mais incrível: elas estão mesmo lá.
Aqui em Holambra, onde o céu ainda escurece de verdade, basta uma noite sem poste pra olhar pra cima e lembrar disso. Às vezes, o mais real não é o que os olhos veem — é o que a mente entende quando a gente cria as ferramentas certas.
Ciência boa não ilude. Ela revela. E a natureza, quando a gente para pra ouvir, sempre tem algo a dizer.
Tem uma conta que sigo no insta que traz imagens do que estou refletindo acima: @esawebb , do telescópio James Webb da NASA.
Coisa linda... nada a ver com o que vimos na escola naqueles tempos...
Publicada no Jornal da Cidade de Holambra, edição 1551 — 13/06/2025, p. 2. Ver a edição (PDF).
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